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GASOLINA BATE RECORDE EM PALMAS E PODER PÚBLICO NADA FAZ



O aumento da gasolina pegou os moradores de Palmas de surpresa. O litro do combustível saltou mais de R$ 0,20 e o litro já está sendo vendido a R$ 5,19. O reajuste, claro, não agradou os consumidores.
"Um absurdo. Um roubo isso. A gente não tá dando conta mais. Daqui uns dias vão ter que andar de bicicleta porque com a gasolina a R$ 5,19 não sei onde vai parar isso aí", lamentou o mecânico Danilo Washington.

Uma pessoa que percorre 40 quilômetros por dia, por exemplo, precisaria colocar em média R$ 26 de combustível por dia. Por semana, de segunda a sexta-feira, seriam R$ 130 gastos. Em um mês, por mês, a conta seria de R$ 520. Isso levando em consideração apenas a ida e volta do trabalho, sem desviar a rota e sem contar os momentos de lazer.

"A gente tem que tomar providência, tem que mudar. Como o brasileiro vai fazer? Vai se matar de trabalhar só para colocar dinheiro no carro", afirmou à empresária Emilane Borges.


Gasolina comum está sendo vendida a R$ 5.19 em Palmas.

O sindicato dos postos de combustíveis do estado diz que o preço é livre e os comerciantes decidem quanto vão cobrar. "O reajuste é feito de forma independente. Cada empresário faz o reajuste que achar cabível, até porque depende das negociações que existem entre o empresário e o distribuidor dele", afirmou o presidente do sindicato dos postos.

O litro da gasolina comum varia de R$ 4,99 a R$ 5,19 nos postos da cidade. O Procon notificou nove postos da cidade para apresentar as notas fiscais de compra dos combustíveis. "Foi dado prazo de 48 horas para que eles apresentassem a nota fiscal para comprovar que de fato compraram o combustível em valor superior que justificasse esse aumento", explicou a diretora defesa do consumidor Delícia Feitosa. Estas multas são pagas facilmente pelos donos dos postos que continuamente aumentam os valores dos combustíveis, demonstrando indiferença às multas do PROCON.

"Tá em uma situação que fica inviável até a gente trabalhar. Porque o combustível a cada dia é um preço diferente. Então, para passar esses valores para o produto que a gente trabalha fica difícil", afirmou o comerciante Ludmar Longue.