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MÁRLON REIS ATACAVA FAMILIOCRACIA MAS EM SABATINA NA TV DESCONVERSA SOBRE O ASSUNTO



O candidato a governador da Rede, Márlon Reis, foi nesta terça-feira, 25, o primeiro entrevistado da rodada que está sendo realizada pela TV Jovem/Record.

O governador Mauro Carlesse (PHS) abriria o programa nessa segunda, 24, mas não compareceu, alegando ter ido a São Paulo acompanhar a internação da mãe.

Um dos destaques da entrevista desta terça foi quando Márlon defendeu a candidatura de Irajá Abreu (PSD) ao Senado, gerando a possibilidade de filho e mãe, a senadora Kátia Abreu (PDT), ficarem com duas das três vagas do Tocantins na Casa. 

O ex-juiz e advogado esquivou-se do debate moral, gerado pela questionada prática da familiocracia, e ficou na questão jurídica. Disse, assim, o óbvio, que a candidatura de Irajá não pode ser questionada do ponto de vista da legalidade e da constitucionalidade.

“O povo do Tocantins tem o direito de dizer se quer ou não o Irajá como senador. Porque a Constituição expressamente autoriza a candidatura dele”, defendeu. “Não é um caso de nepotismo, onde alguém define, nomeia e determina que um parente vai ocupar um cargo. Nesse caso, não. É o povo que decide. Se trata de democracia.”

Márlon disse que vai votar em Irajá porque, segundo o candidato da Rede, foi um deputado que teve excelente desempenho do ponto de vista da ética, o único que votou duas vezes pelo prosseguimento das denúncias contra Temer na Câmara e se posicionou contra matérias que “procuraram abalar o povo brasileiro, para que o povo pagasse o pato pela crise causada por esse ambiente político”.

Sem pressão, sem impostos
Nas considerações finais, Márlon cutucou os dois adversários diretos nesta campanha, o governador Mauro Carlesse (PHS) e o ex-prefeito de Palmas Carlos Amastha (PSB). “Eu vim para cá não para pregar discurso fácil, não foi para pressionar servidores para votar, não foi para dizer que vou diminuir imposto, depois de ter aumentado os impostos da Capital. Não foi para fazer demagogia. Vim para falar absolutamente a verdade”, alfinetou.

O candidato da Rede ainda disse que acredita na virada nesta reta final. Segundo Márlon, muitas pessoas dizem pessoalmente que vão votar nele, bem como suas famílias, mas não podem revelar. Ele lembrou ter sido muito bem votado na eleição suplementar, mas avisou que espera ter bem mais votos agora.

Outros candidatos
A candidata do Psol, Bernadete Aparecida, participará nesta quarta-feira, 26. Na quinta-feira, 27, o entrevistado será o candidato do PSL, César Simoni, e o ex-prefeito de Palmas e candidato do PSB, Carlos Amastha, fecha a série na sexta-feira, 28.

A rodada de entrevistas é ao vivo, às 12h30, no estúdio do programa Balanço Geral, em Palmas, com duração de 15 minutos, mais 2 minutos para considerações finais.

Por Cleber Toledo