Header Ads

NTAgora

Compartilhe:

URNA ELETRÔNICA UTILIZADA NO BRASIL É REPROVADA EM TESTES NOS EUA


O especialista foi um dos convidados em reportagem e demonstrou no maior encontro de Rackers do Mundo, ocorrido nos Estados Unidos que a urna utilizada no Brasil possui falhas graves, apesar o TSE afirmar da segurança do voto.


Já em audiência pública realizada pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania do Senado, sobre a segurança do voto eletrônico e implementação do voto impresso nas eleições gerais de 2018 especialistas da UNICAMP disseram que: "No último dia de testes tivemos progressos. Conseguimos, por exemplo, alterar mensagens de texto exibidas ao eleitor na urna para fazer propaganda a um certo candidato. Também fizemos progresso na direção de desviar voto de um candidato para outro, mas não tivemos tempo de testar esse tipo de ataque" - explicou.

Segundo o especialista, a equipe dele trabalhou em condições piores do que trabalhariam verdadeiros fraudadores, devido a restrições técnicas e de tempo impostas pelo tribunal, mas ainda assim foi possível explorar pontos vulneráveis para adulterar o software de votação e entrar no ambiente da urna eletrônica.

Segundo o professor da Unicamp, o resultado não foi surpresa, visto que todo software é potencialmente vulnerável. Por isso, é importante o registro físico para que a escolha do eleitor seja resguardada de outra forma.

- Esse é um entendimento da comunidade técnica internacional e segue a experiência de outros países. Não há país no mundo que tenha migrado para a votação eletrônica que não use o registro físico do voto como mecanismo de transparência. O registro físico é inegociável. É um instrumento básico de transparência - afirmou.

Professor lembrou que há cinco anos participou de testes semelhantes feitos pelo TSE e que na ocasião a equipe dele elaborou um ataque que quebrava o sigilo dos votos.




- Demonstramos que era possível recuperar os votos da urna em ordem, sabendo exatamente como votaram o primeiro, o segundo, o terceiro eleitores e assim sucessivamente - explicou.

Por Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)