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BOLSONARO QUER MORO COMO MINISTRO DA JUSTIÇA OU DO SUPREMO


O presidente em exercício do PSL, Gustavo Bebianno, disse neste domingo (28) que o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) pode indicar o juiz federal Sergio Moro, responsável pela Lava Jato na primeira instância, ou Eliana Calmon, ex-ministra do Superior Tribunal de Justiça (STJ), para o Ministério da Justiça.
"A previsão é que o ministério seja preenchido por uma pessoa de nome, como a ministra Eliana Calmon. O nome do juiz Sergio Moro também se cogita", disse o comandante da sigla.

Ele afirmou, porém, que ainda não houve nenhuma conversa com os dois sobre o assunto, mas pelo respeito e moral internacional que o Moro tem poderá com certeza ser Ministro da Justiça. Moro em 2017 foi considerado como o 10º homem mais influente do mundo.

Bebianno, que também tem o nome especulado para a pasta, desconversou sobre essa possibilidade.

Ele disse ainda que Moro pode ser indicado para compor o Supremo Tribunal Federal (STF) "mais para frente". "[Moro] é um grande nome, seja onde for, na Justiça ou no STF", declarou.
Moro saúda Bolsonaro, e mulher comemora

Antes da declaração de Bebianno, Moro desejou a Bolsonaro "que faça um bom governo". Ele declarou que "encerradas as eleições, cabe congratular o presidente eleito". O juiz recomendou também reformas "com diálogo e tolerância".

"Encerradas as eleições, cabe congratular o presidente eleito e desejar que faça um bom governo. São importantes, com diálogo e tolerância, reformas para recuperar a economia e a integridade da administração pública, assim resgatando a confiança da população na classe política", declarou o magistrado.

Já advogada Rosângela Moro, mulher de Moro, comemorou a vitória de Bolsonaro nas redes sociais. "Feliz", escreveu abaixo de uma imagem do Cristo Redentor ao lado do número 17. Rosângela vinha fazendo campanha nas redes pelo "voto consciente".


Em conversa com jornalistas, Bebianno disse também que Bolsonaro dedicará a segunda-feira (29) a descansar em casa, na Barra da Tijuca, na zona oeste do Rio, e a participar de conversas com apoiadores e articuladores de campanha. 

O dirigente partidário disse ainda que, "se der sol", Bolsonaro poderia "pegar uma prainha" --o político mora de frente para a praia da Barra da Tijuca.

No primeiro turno da eleição, em 7 de outubro, o então favorito Bolsonaro havia feito um comentário semelhante após votar na zona eleitoral da Escola Municipal Rosa da Fonseca, na Vila Militar, em Deodoro, na zona oeste carioca. "Dia 28 vamos para a praia", declarou ele. Na ocasião, o candidato apostava em uma vitória já no primeiro turno.

Depois de acompanhar a apuração dos votos ao lado de Bolsonaro e seus familiares, Bebianno deixou a casa do presidente eleito e se dirigiu a um hotel situado nas imediações.

Segundo o presidente em exercício do PSL, "o dia seguinte [de Bolsonaro] será de recomposição, refazimento e conversa" entre os correligionários. "Para que possamos dar início na próxima semana ao processo de transição", completou.


Na versão de Bebianno, Bolsonaro delegou ao deputado federal Onyx Lorenzoni (DEM-RS), já anunciado ministro da Casa Civil, a coordenação do processo de transição junto ao governo de Michel Temer (MDB). Onyx já participou, inclusive, de uma reunião com o atual chefe da pasta, Eliseu Padilha, durante a última semana. O dirigente do PSL não quis adiantar detalhes quanto às prioridades da transição.

Bebianno confidenciou ainda que esperava uma vantagem mais apertada em relação ao adversário no segundo turno, Fernando Haddad (PT). Para ele, os números mostram que a vitória de Bolsonaro foi "incontestável". Bolsonaro venceu com 55% dos votos.

"A margem foi maior, na realidade. Não depositamos 100% de confiança nos institutos de pesquisa, mas de toda forma foi uma margem considerável e incontestável. Isso nos deixa muito satisfeitos."

Bebianno contou que Bolsonaro ainda não havia, ao menos até 22h, recebido um telefonema de Haddad a fim de reconhecer a derrota. "O Haddad é petista, né? Não costuma ligar para quem ganha", ironizou ele, dando a entender que o partido oponente seria um mau perdedor.

Os únicos que teriam ligado para o capitão reformado do Exército, conforme versão do presidente em exercício do PSL, foram o presidente Michel Temer (MDB) e o presidente americano, Donald Trump.

"Só uma mensagem de cortesia e de parabéns. Ficamos muito satisfeitos com a deferência. Isso mostra que o país entra agora em uma nova era, um novo patamar e um novo momento", comentou Bebianno sobre o telefonema de Trump. 

(Com Estadão Conteúdo)